O que mudou na NR-35 em 2026?
Por: DFIX - 24 de Setembro de 2026
A Portaria MTE nº 1.259/2026 trouxe alterações importantes relacionadas à capacitação dos trabalhadores e à utilização de escadas fixas verticais.
Entre os principais pontos estão as novas disposições para os treinamentos previstos na NR-35 , que passam a ser realizados na modalidade presencial, além de mudanças envolvendo a utilização de escadas fixas verticais como meio de acesso , incluindo a realização de análise de risco e a avaliação da necessidade de sistemas de proteção individual contra quedas.
A atualização também estabelece disposições específicas para determinadas escadas já existentes, incluindo regras e prazos de transição.
Essas mudanças reforçam a necessidade de as empresas conhecerem suas instalações, manterem procedimentos e documentações atualizados e avaliarem tecnicamente as condições de segurança dos meios de acesso utilizados nos trabalhos em altura.
Treinamento para trabalho em altura: o que mudou?
Um dos pontos de destaque da atualização está relacionado aos treinamentos previstos na NR-35.
Com a nova redação, os treinamentos inicial, periódico e eventual previstos pela norma passam a ser realizados na modalidade presencial , observadas as disposições e os períodos de transição estabelecidos pela regulamentação.
Para as empresas, isso significa a necessidade de revisar a forma como os treinamentos NR-35 vêm sendo realizados e verificar se os procedimentos adotados estão de acordo com as novas exigências.
As particularidades dessa mudança, inclusive em relação aos treinamentos anteriormente realizados de forma híbrida, serão abordadas pela DFIX em um conteúdo específico sobre o tema.
E as escadas fixas verticais?
As escadas fixas verticais, também conhecidas como escadas marinheiro , receberam atenção especial na atualização da NR-35.
A utilização dessas estruturas como meio de acesso deve considerar os riscos envolvidos na atividade e as condições específicas de cada instalação.
Entre os aspectos que passam a merecer atenção estão a finalidade da escada, frequência de utilização, características construtivas e condições de uso, que fazem parte da avaliação necessária para definição das medidas de prevenção aplicáveis.
Isso torna ainda mais importante conhecer as condições reais das escadas existentes na empresa, evitando considerar apenas a aparência da estrutura como indicação de que ela está adequada para utilização.
Toda escada marinheiro precisa de linha de vida?
Esse provavelmente será um dos principais questionamentos das empresas diante das alterações da NR-35.
A resposta não deve partir simplesmente da existência da escada.
A necessidade de utilização de um Sistema de Proteção Individual contra Quedas (SPIQ) deve ser determinada a partir da análise das condições e dos riscos envolvidos na utilização da escada fixa vertical.
Portanto, não é adequado estabelecer de forma generalizada que toda escada marinheiro necessariamente deverá receber uma linha de vida ou outro sistema específico sem que as condições da instalação e de utilização sejam avaliadas.
Esse assunto envolve particularidades técnicas importantes e será aprofundado em um artigo específico da DFIX sobre escadas marinheiro e sistemas de proteção contra quedas .
E quem já possui escadas fixas verticais instaladas?
A existência de uma escada instalada anteriormente à atualização da NR-35 não significa que a empresa deva simplesmente substituí-la ou realizar modificações imediatamente sem uma avaliação das condições existentes.
A regulamentação estabelece disposições e períodos de transição aplicáveis às estruturas existentes e a determinadas situações previstas na Portaria.
Por isso, empresas que possuem escadas fixas verticais devem começar identificando essas estruturas, verificando a documentação disponível e avaliando tecnicamente suas condições de utilização e segurança.
As regras aplicáveis às escadas já instaladas e seus respectivos períodos de transição também serão tratadas separadamente em nosso blog.
Inspeção também merece atenção
Independentemente das alterações introduzidas em 2026, as condições de uma escada fixa vertical podem se modificar ao longo do tempo.
Corrosão, deformações, deterioração dos componentes, problemas nas fixações, alterações no acesso ou no desembarque e intervenções realizadas posteriormente na edificação são exemplos de situações que podem interferir na segurança da estrutura.
Por esse motivo, a avaliação das condições da escada não deve ocorrer somente no momento de sua instalação.
A inspeção técnica permite identificar possíveis não conformidades e avaliar aspectos relacionados à estrutura, fixações, degraus, acessos e demais componentes relevantes para sua utilização segura.
Em outro conteúdo desta série, vamos apresentar com mais detalhes os principais pontos que devem ser observados na inspeção de escadas fixas verticais.
O que sua empresa deve fazer diante das mudanças?
O primeiro passo é entender como as alterações da NR-35 se aplicam à realidade da empresa.
Para organizações que possuem escadas fixas verticais, é importante realizar um levantamento das estruturas existentes, verificar a documentação disponível e conhecer as condições em que esses acessos são utilizados.
Também é importante revisar os procedimentos internos relacionados aos trabalhos em altura e verificar a situação dos treinamentos dos trabalhadores diante das novas disposições.
Quando houver necessidade de adequação, instalação de sistemas de proteção contra quedas ou outras intervenções, a solução deve considerar as características reais da instalação e os riscos da atividade , evitando adaptações realizadas sem avaliação técnica.
Adequação vai além do cumprimento da norma
Atender às exigências da NR-35 é fundamental, mas a segurança no trabalho em altura não deve ser vista apenas como uma obrigação documental.
Uma escada corretamente dimensionada, instalada e conservada, associada às medidas de proteção adequadas à atividade, contribui para reduzir os riscos durante o acesso e proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais que utilizam essas estruturas.
Da mesma forma, procedimentos adequados, inspeções e capacitação dos trabalhadores fazem parte de um conjunto de medidas que deve funcionar de forma integrada.
Por isso, diante de uma atualização normativa, o mais importante é compreender como as novas disposições se aplicam às condições reais de cada empresa.
Como a DFIX pode auxiliar sua empresa?
A DFIX Projetos e Soluções atua com soluções voltadas à segurança para trabalhos em altura, incluindo inspeção e adequação de escadas fixas verticais, sistemas de proteção contra quedas, linhas de vida, sistemas e pontos de ancoragem, entre outras soluções técnicas.
Com a atualização da NR-35, avaliar as condições das estruturas existentes é um passo importante para identificar eventuais necessidades de adequação e definir soluções compatíveis com cada instalação.
Sua empresa possui escadas fixas verticais ou precisa avaliar seus sistemas para trabalho em altura? Entre em contato com a DFIX Projetos e Soluções. Nossa equipe poderá auxiliar na avaliação das condições existentes e na definição das soluções necessárias para sua operação.